Ora viva, caros taberneiros.
Bem-haja, estimados clientes.
Após ter a abertura do espaço “Cantinho das Economias” há cerca de aproximadamente um mês e onze dias, é tempo de mais um instrumento financeiro.
Hoje dedicaria este espaço às acções. Mas perguntam vocês: o que são acções?
Muitos de vós, provavelmente já ouviram falar mas para aqueles que não sabem exactamente o que são, cá vai:
As acções são títulos emitidos pelas Sociedades Anónimas. Provam que o seu titutar é co-proprietario da sociedade que as emite, ou seja, que possui uma parte de capital.
A posse de acções confere determinados direitos para todos os accionistas, a saber:
- participar nos lucros obtidos pela empresa (se os houver) através da distribuição de dividendos;
- exercer o direito de voto nas assembleias de accionistas (normalmente, para o accionista ter direito a voto, tem de possuir determinado número de acções);
- ser regularmente informado sobre a evolução dos negócios da empresa;
- e ainda em caso de dissolução da sociedade, receber a parte correspondente à sua participação no capital próprio.
Da aplicação das nossas poupanças na aquisição de acções, também podemos usufrir determinados rendimentos.
O rendimento global de uma acção deriva, por um lado, da distribuição de dividendos (resultados distribuídos pelos accionistas) e, por outro lado, dos ganhos resultantes da diferença do preço das acções entre o momento da compra e o momento da venda (mais-valias).
O que recebem, na forma de dividendos, depende dos lucros realizados e da politíca de distribuição adoptada pela empresa.
Se os resultados do ano tiverem sido favoráveis e a empresa não necessitar de dinheiro para, por exemplo, investimentos, os dividendos a distribuir poderão ser elevados.
Se os resultados forem menos bons, ou mesmo negativos, ou se a empresa decidir constituir reservas significativas, o accionista terá de se contentar com um rendimento reduzido (ou eventualmente nulo).
Por hoje daria por terminado o espaço “Cantinho das Economias”, porque faço intenções de ser um pouco mais exaustiva no que concerne a este instrumento em particular, fruto da curiosidade demonstrada por alguns taberneiros no passado.
Por fim, queria apenas propor a abertura de mais um espaço nesta nossa querida taberna, uma vez que descobri a vocação de "santo casamenteiro" de um dos nossos taberneiros, Jeremias é o seu nome.
Jeremias nos últimos dias tem-se dedicado aos desígnios do amor, dando “dicas” às amigas para a conquista da sua cara-metade, fazendo a apresentação dos seus amigos, incentivando o “povo” a dar o primeiro passo na conquista, etc, etc, etc….um verdadeiro santo casamenteiro na realidade.
Nesta sequência, propunha então a abertura desse espaço, não sabendo contudo em que moldes o fazer, pedia a vossa ajuda e opinião.
Despeço-me com amizade e carinho....até ao próximo "Cantinho das Economias".
Bem-haja a todos.....
Sai uma rodada de cerveja com tremoços à mistura.......
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sexta-feira, 11 de julho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
O Cantinho das Economias II
Ora viva.
Hoje de serviço na tasca darei continuidade ao “Cantinho das Economias” (que nome tão sugestivo….obrigada Torrão de Alicante), espaço no qual pretendo elucidar os meus caros amigos taberneiros e clientes, sobre quais os instrumentos financeiros a que se poderá recorrer para aplicar poupanças.
Feita uma breve resenha dos instrumentos financeiros disponíveis na passada sexta-feira, daria início ao “Cantinho das Economias” desta semana, começando por responder a uma das perguntas que elaborei a semana anterior: o que são obrigações?
Obrigações são um título representativo de uma dívida, significando isto que, quem investe em obrigações está apenas a emprestar dinheiro à entidade que as emitiu, podendo esta ser uma empresa, instituição (nacional ou estrangeira) ou até o próprio estado. Um obrigacionista é um credor da empresa.
Para melhor se perceber, quando uma empresa ou mesmo o estado emite obrigações está no fundo, a contrair um empréstimo. Digamos que, são uma forma de se financiarem. Quem já não ouviu falar em obrigações do tesouro?
Achei curioso que, no Semanário Económico desta semana, foi enumerado quatro instrumentos financeiros à prova da inflação, sendo um deles: as obrigações indexadas à inflação. Neste jornal dizia, passo a citar: “Este tipo de obrigações é interessante em cenários de subida de inflação”
A saber, as obrigações proporcionam dois tipos de rendimento: a diferença entre o preço de venda e compra (mais-valias) por um lado e os juros, por outro. Em relação a este último aspecto, há que destrinçar entre obrigações com taxa variável e obrigações de taxa fixa.
Nas obrigações de taxa variável, a taxa de juro de cupão vai variando ao longo do tempo. Essa variação tem por referência um indexante (taxa Euribor). Se houver uma subida das taxas de juro de mercado, o rendimento das obrigações também sobe; se houver uma descida, acontece o contrário.
Uma obrigação é denominada de taxa fixa quando apresenta uma taxa de cupão que não varia ao longo do tempo.
Muito mais poderia ser dito, mas não pretendo ser exaustiva na exposição destas matérias, para além do que, actualmente não há dinheiro para poupanças, devido à elevada taxa de inflação, mas ficam os conceitos….
Sai uma rodada de cerveja.....
Hoje de serviço na tasca darei continuidade ao “Cantinho das Economias” (que nome tão sugestivo….obrigada Torrão de Alicante), espaço no qual pretendo elucidar os meus caros amigos taberneiros e clientes, sobre quais os instrumentos financeiros a que se poderá recorrer para aplicar poupanças.
Feita uma breve resenha dos instrumentos financeiros disponíveis na passada sexta-feira, daria início ao “Cantinho das Economias” desta semana, começando por responder a uma das perguntas que elaborei a semana anterior: o que são obrigações?
Obrigações são um título representativo de uma dívida, significando isto que, quem investe em obrigações está apenas a emprestar dinheiro à entidade que as emitiu, podendo esta ser uma empresa, instituição (nacional ou estrangeira) ou até o próprio estado. Um obrigacionista é um credor da empresa.
Para melhor se perceber, quando uma empresa ou mesmo o estado emite obrigações está no fundo, a contrair um empréstimo. Digamos que, são uma forma de se financiarem. Quem já não ouviu falar em obrigações do tesouro?
Achei curioso que, no Semanário Económico desta semana, foi enumerado quatro instrumentos financeiros à prova da inflação, sendo um deles: as obrigações indexadas à inflação. Neste jornal dizia, passo a citar: “Este tipo de obrigações é interessante em cenários de subida de inflação”
A saber, as obrigações proporcionam dois tipos de rendimento: a diferença entre o preço de venda e compra (mais-valias) por um lado e os juros, por outro. Em relação a este último aspecto, há que destrinçar entre obrigações com taxa variável e obrigações de taxa fixa.
Nas obrigações de taxa variável, a taxa de juro de cupão vai variando ao longo do tempo. Essa variação tem por referência um indexante (taxa Euribor). Se houver uma subida das taxas de juro de mercado, o rendimento das obrigações também sobe; se houver uma descida, acontece o contrário.
Uma obrigação é denominada de taxa fixa quando apresenta uma taxa de cupão que não varia ao longo do tempo.
Muito mais poderia ser dito, mas não pretendo ser exaustiva na exposição destas matérias, para além do que, actualmente não há dinheiro para poupanças, devido à elevada taxa de inflação, mas ficam os conceitos….
Sai uma rodada de cerveja.....
sexta-feira, 30 de maio de 2008
O Cantinho das Economias........
Ora viva.
Não querendo ouvir novamente comentários do tipo: “Bolas, que assunto tão deprimente”; “ Eu fico deprimida ao ler os teus artigos”, ou ainda, “Sois tão sérios nos assuntos que tratais”, decidi uma vez mais não abordar temas tão actuais, como: a crise alimentar, o preço dos combustíveis, o desemprego, entre outros.
Hoje pretendo conceder aos nossos clientes e a vós, amigos e amigas taberneiras, uma lição sobre como poupar, ou melhor, elucidar-vos sobre quais os instrumentos financeiros aos quais podereis recorrer para aplicar as vossas poupanças (se as tiveres, pois é claro….) e deles obter o melhor rendimento possível.
Muitos dos instrumentos financeiros que, de seguida vos enumero, provavelmente muitos de vocês já ouviram falar, mas a minha intenção não se circunscreve a esta actividade. O que pretendo é a longo prazo, explicar de forma simples as características de cada um destes instrumentos financeiros, para que possam gerir da melhor forma as vossas poupanças. Quem sabe não aprendem algo mais? Eu aprendi ao estudar esta matéria, que considero verdadeiramente interessante.
No momento, faço apenas uma breve resenha dos instrumentos financeiros disponíveis, a saber:
- Depósitos bancários;
- Certificados de aforro;
- Obrigações;
- Acções;
- Fundos de investimento;
- Seguros de capitalização;
- Planos poupança-reforma e educação;
- Imobiliário;
- Futuros e opções;
- Warrants autónomos;
- Certificados;
- Instrumentos de captação de aforro estruturados;
- Ouro e diamantes.
Já vos suscitei a vossa curiosidade? Conhecem-los todos? Sabem o que é uma obrigação? E o que é um warrant?
Bem……
Frequentem regularmente a nossa humilde tasca, que é um espaço aonde se aprende sempre qualquer coisa e aonde nos divertimos imenso. Quanto mais não seja, após umas garrafinhas de tinto e uns petiscos. Sim, porque nesta tasca também se serve petiscos.
- “ Saia uma garrafa de vinho verde e umas moelas (receita concedida brevemente)….”
Não querendo ouvir novamente comentários do tipo: “Bolas, que assunto tão deprimente”; “ Eu fico deprimida ao ler os teus artigos”, ou ainda, “Sois tão sérios nos assuntos que tratais”, decidi uma vez mais não abordar temas tão actuais, como: a crise alimentar, o preço dos combustíveis, o desemprego, entre outros.
Hoje pretendo conceder aos nossos clientes e a vós, amigos e amigas taberneiras, uma lição sobre como poupar, ou melhor, elucidar-vos sobre quais os instrumentos financeiros aos quais podereis recorrer para aplicar as vossas poupanças (se as tiveres, pois é claro….) e deles obter o melhor rendimento possível.
Muitos dos instrumentos financeiros que, de seguida vos enumero, provavelmente muitos de vocês já ouviram falar, mas a minha intenção não se circunscreve a esta actividade. O que pretendo é a longo prazo, explicar de forma simples as características de cada um destes instrumentos financeiros, para que possam gerir da melhor forma as vossas poupanças. Quem sabe não aprendem algo mais? Eu aprendi ao estudar esta matéria, que considero verdadeiramente interessante.
No momento, faço apenas uma breve resenha dos instrumentos financeiros disponíveis, a saber:
- Depósitos bancários;
- Certificados de aforro;
- Obrigações;
- Acções;
- Fundos de investimento;
- Seguros de capitalização;
- Planos poupança-reforma e educação;
- Imobiliário;
- Futuros e opções;
- Warrants autónomos;
- Certificados;
- Instrumentos de captação de aforro estruturados;
- Ouro e diamantes.
Já vos suscitei a vossa curiosidade? Conhecem-los todos? Sabem o que é uma obrigação? E o que é um warrant?
Bem……
Frequentem regularmente a nossa humilde tasca, que é um espaço aonde se aprende sempre qualquer coisa e aonde nos divertimos imenso. Quanto mais não seja, após umas garrafinhas de tinto e uns petiscos. Sim, porque nesta tasca também se serve petiscos.
- “ Saia uma garrafa de vinho verde e umas moelas (receita concedida brevemente)….”
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