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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

...Casablanca uma ilusão...

Ora boas a todos...
Finalmente consegui concretizar o sonho do teletrabalho...
É verdade, estou a pegar ao serviço na bela da "nossa" tasca e peço desculpa se me enganei ao usar "nossa" porque não quero ferir as suscpetibilidades de alguns tasqueiros que ausentes podem considerar abusivo o uso deste termo "nossa"...
Mas voltando, pois é já à muito tempo que aspirava escrever na tasca mas em terras estrangeiras, pois surgiu-o hoje a oportunidade...
E de onde vos escrevo? perguntam vocês e muito bem, escrevo desde Casablanca (Marrocos)...
Devo dizer que está um tempo muito "chato", com um solzinho primaveril de 20 e picos graus à tarde e uns agradáveis 13 g à noite e sem vento, mesmo muito "chato"...
Confesso que no meu imaginário, Marrocos era Casablanca romântica por causa do filme de Humphrey Bogart...
No entanto, é com tristeza que vos digo não é muito romântica é lógico que vindo de Portugal com o tempo cinzento e chuva e fazendo o que sempre ambicionei, ando alegre...
Mas é uma cidade de contrastes, e grandes a classe média é muito insipiente e a diferença entre ricos e pobres é grande, numa cidadezita de 3,5milhões de habitantes (a maior de Marrocos)...
Por exemplo o parque automóvel é velho, em que o velhinhos fiat Uno são reis a par do peugeot 205 e as "banheiras" mercedes 200 da década de oitenta a fazer de táxi com 6 e 7 ocupantes...
De quando em vez uma carroça ou outra com uns burritos, bairros de lata na periferia com um aroma de urina e fezes no ar rematado com lixeiras a ceú aberto...
Depois temos os modelos porsches Cayennes, os Bentleys, os Jaguares etc...que vão jantar ao melhor restaurante da cidade "Relais de Paris"no hotel Villablanca (não sou eu que o digo façam pesquisa na internet e verão) mas posso confirmar é simplesmente fantástico, tudo, o local, o ambiente, o som, a comida que é simplesmente divinal o atendimento de primeira, claro paga-se bem, embora deva confessar que na europa se pagaria bem mais...
Até agora ainda não tive qulaquer problema como estrangeiro, antes pelo contrário é um povo afável e solicito, sempre com mil cuidados com o estrangeiro mesmo andando na rua...
E pronto, para a semana conto mais qualquer coisita já em terras do nosso Portugal...
PS-Não esquecer almoço da nossa tasca dia 19 Dez., já temos 8 pessoas confirmadas mas quanto maior for o convívio melhor, por isso é chegar à frente, para a semana confirmarei o local e a hora...
Jaquim Pimpão

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vivo e de regresso à amada Tasca...

Boas a toda a fiel clientela..
Fiquei contente quando regressei à tasca e vi que na minha curta ausência de 2 semanitas, por motivo de ter estado fora do país em trabalho...a Torrão, o Jeremias e a colaboração preciosa da Vodka Limão, mantiveram a nossa querida tasca aberta...
Embora para mim estar ausente do país não é motivo para não vir à tasca, antes pelo contrário, estar noutro país é ter acesso a um manancial de informação nova que pode ser e deve ser exposta aqui na tasca, no entanto desta vez foi-me impossível escrever de outras paragens porque apesar da globalização, ter acesso ou tempo para ir à internet não é o mesmo que quando estamos num ambiente que dominamos...e....principalmente se formos em serviço puro e duro...
É obvio, que já tinha viajado mas apenas pela nossa querida e "velha" Europa e também visitei 2 vezes a "nossa" pérola do atlântico (Madeira)...
Mas desta vez foi-me proporcionado ir a esse grande e fascinante continente africano, mais concretamente Marrocos, confesso que levava algumas expectativas e alguma desconfiança...
Todos sabemos que os países do norte de África, o chamado Magrebe são países islamicos e por isso tem uma organização cultural e da sociedade assente em bases bem diferentes dos países europeus...
Devo dizer que após ter estado uma semana em Marrocos fiquei com muita vontade de regressar, uma coisa eu fiz foi levar a mente aberta a receber modos diferentes de fazer e ver o mundo e mais importante que isto é respeitar o seu modo de vida e as suas convicções, independentemente de eu achar que é bom ou mau...
Eu costumo dizer que o português tem um defeito genético no ADN, que se torna uma fraqueza e nos torna vulneráveis, é o "bicho" da saudade e do estar sempre a pensar "ah lá na terrinha é que é bom" e depois vive a pensar e a contar os dias até ao regresso, isto impede que viva e procure o que há de melhor nos países para onde vai trabahar, porque se refugia em casa onde mantém um "armazém" de recordações da "santa terrinha" e vive com isso...perdendo experiências e coisas incriveis...
Sim porque todos os países tem coisas boas e más, e o nosso não foge à regra mas ter a capacidade de ir procurar e principalmente de interagir comunicando com a população, proporciona que nos locais e momentos menos improváveis obter informações preciosas que ajudam a um melhor enquadramento na vida local...
E como toda a gente aqui na tasca sabe um dos meus defeitos é ser acanhado, tímido e não gostar de comunicar...
Como já estou longo e depois ninguém lê...para a semana escrevo mais acerca desta experiência...
PS - peço à Drª Chiquita Amori, para aparecer na tasca urgentemente e se calhar numa versão cartomante ou vidente...é só uma ideia para quem já foi cozinheira, conselheira económica da tasca...porque ler as cartas ao pessoal....lol...
Jaquim Pimpão